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Como preparar melhor o professor para atuar em sala de aula

ECOA

04/12/2019 04h00

Uma das perguntas mais que tenho escutado nos últimos tempos é: como preparar melhor o professor para atuar em sala de aula?!

Existem muitos fatores que podem e devem contribuir para a formação do professor e que passam pelas políticas públicas, melhores condições salariais, de carreira e de trabalho, reorganização do ensino superior, com ênfase a prática e perpassa a formação continuada em serviço.

Vivemos novos tempos na educação com novos desafios propostos pelo século 21, como a revolução tecnológica que impulsiona a indústria 4.0 com IoT (inteligência artificial, internet das coisas), linguagem de Programação e Robótica e que tem efeito imediato com a Educação 4.0 e a sociedade 5.0 advinda destes novos tempos. 

Tudo isso afeta diretamente esse profissional que atua com a nova geração. Por isso, olhar para a formação docente é essencial.

Formação inicial

A formação inicial do professor deve conter na grade uma parte prática para que esses futuros profissionais possam conhecer os desafios da carreira, mas também para que possam vivenciar problemas reais. Além de ser uma oportunidade de exercitar o que está sendo aprendido, há uma troca com profissionais que já atuam na educação.

Atualmente, os cursos preveem um tempo de estágio ainda muito reduzido perto da responsabilidade que esses profissionais terão ao ingressar em suas salas de aulas e formar estudantes reflexivos, críticos e atuantes na sociedade. 

Outra possibilidade é o professor ingressante na carreira permanecer um tempo cumprindo experiência com outro colega, uma espécie de residência pedagógica, importante para esse profissional se sentir seguro e confiante.

De todas as possibilidades, a escola é o melhor caminho para contribuir na formação inicial!

Formação continuada

A formação continuada é tão essencial quanto a formação inicial. Ela deve estar assegurada nas políticas públicas em horários coletivos de formação, mas o professor também é responsável por ela e precisa buscar a melhor maneira para permanecer em formação. 

A troca em pares é essencial para o aprendizado mutuo. Ter esses espaços na escola para troca entre os professores enriquece e ajuda a superar os desafios cotidianos.

Logo quando me tornei professora de Tecnologia enfrentei muitos desafios com os 9º anos. Ao expor os problemas enfrentados ao grupo de professores, outros caminhos puderam ser encontrados para avançar com a aprendizagem da turma.

O gestor também tem o papel de integrar novos assuntos e tendências às práticas docentes e de recorrer a especialistas de fora para contribuir com a formação de todos.

O professor precisa estar antenado à escuta atenta dos seus alunos e superar dificuldades e barreiras para introduzir novas formas de aprendizado, como por exemplo a cultura maker – que é a aprendizagem mão na massa, aquela que perpassa o fazer e que traz como premissa o aprendizado uns com os outros.

Procurar cursos e refletir sobre os seus métodos é uma maneira para trabalhar coma as dificuldades enfrentadas durante a carreira. 

Um abraço,

Sobre a Autora

Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia e mestranda em Educação pela PUC-SP. Professora da rede pública de São Paulo, realizou trabalhos transdisciplinares envolvendo robótica com sucata e animações. Hoje é assessora especial de tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de SP. Foi vencedora do Prêmio Professores do Brasil na temática Especial Inovação na Educação e uma das dez finalistas do Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Sobre o Blog

Com foco em educação criativa, traz dicas e insights sobre como driblar obstáculos de falta de estrutura, tempo e material para encantar alunos e alunas na sala de aula.

Debora Garofalo